Monday, May 09, 2005

"Vulgo"

Eu sou o monstro que tu tanto receias olhar.
Tenho sete cabeças e deixo uma fragrância no ar,
Que tu outrora achaste bela, suave e harmoniosa,
Mas que agora a evitas como a uma cobra venenosa
Cheiras e não sentes.

Do dia para a noite tornei-me horrível, mal-amado,
Sem saber que isto fazia tudo parte do karma...
Foi apenas uma palavra gasta, um gesto usado
Caí em descuido e isso tornou-se numa arma,
Aquilo que eu disse.

Intimidas-te; foges de mim como foges do amor,
Não olhas para mim, levas-me á inútil vulgaridade.
Tens medo de mim e de nós, com essa tua fragilidade.
Mas eu, que sinto em mim e vejo em ti o prazer e a dorHei-de repeti-lo.

Londres... No passado

Chega uma altura onde o tudo não é suficiente ,
Não nos contentamos com o nada, pegamos no passado
E, com as memórias de uma vida, construímos o presente.
Falso presente, esse!
Presente é coração apagado,
Memórias menosprezadas e que começam a acabar,
Traídas por uma última lembrança, mais forte o resto
E que faz com que tu não possas alguém um dia amar.
Nem digo que seja eu. Oh, credo!
Será que fui eu?
O lamentável portador do passado e o rancoroso azar
Na tua vida, para eu me sentir como tal, e pensar
Que tu, bela rosa com espinhos, me iludes com um gesto
E com uma palavra; e eu penso que o mundo está bem.

Penso?

Roulletee

When future seems to near us to the end,
And the past looks like an entire lifeIt's time to ask yourself a question.
Ask yourself what we are living for.

It's just that the future's not certain
And everything you've done so far's for sure.
Seems like this life is a Russian roullette,
So take a deep breath, and live it carefully.

Elos

Os Elos que nos ligam não têm Força... Mas são mais fortes do que as colunas que Sanção derrubara em tempos passados!
Não existem, Mas estão lá… Não se vêem, Mas sentem-se!
Estão Negros, Sujos e Calcinados…Mas limpos e macios, preste a aguentar Qualquer pressão que sobre eles se abata.
A Tinta sobre eles Estala… A Ferrugem descobre… Algo acontece…

Com tanta Força, a Saudade fortifica-se!
Estranha corrente que ganhas força… Diz onde acabas, Pois o teu começo é onde “Tu” te acabas e a saudade começa!
Desamarra-me… Solta-me… Mas não me deixes cair, Ficando assim as cegas sem te ter a Ti como Elo e Fio de ligação a Ti mesma
És a corrente que parte marés… Onde a Força da Agua e o seu Som é forte… Mas não o suficiente para quebrar Esta força!

…Aconteceu…

Mil caras

Tenho mil caras. Tenho mil vidas! Para quê?

Sou o Palhaço das Mil Faces… Sempre que algo não está a correr bem, lá vou eu aos meus baús, buscar uma das mil faces! Mais alegre, viva e mais simpática.
Desta vez não tenho nenhuma mascara que sirva. Não a consegui comprar por nenhum dinheiro e nem com esta própria face consegui disfarçar!
Assim sendo, vou largar e por de parte todas estas mascaras. Vou Lavar a minha cara. Vou renunciar todas as estas faces…Todas as mentiras, todas as minhas e tuas Farsas!
Vou limpar qualquer vestígio de algo que não seja natural! Tirando o supérfluo e deixando aos poucos e poucos o natural!



Farto de Mil Caras e de Mil Vidas paralelas, Lavai a minha cara… Lavai o meu Ser!




Bem Haja…

Fall?

Only you, morning air, humming over seven months... It could be sweet, this wandering star, but it's a fire, numb, undenied. cowboys, roads and a half day, closing next to the pedestal, the biscuit and the glory box. These are the sour times to you, strangers, you are nothing more than mysterons in my own elysium.The money greedy who takes 6 minutes to analyze me, excess, this carriage for two. The moment I feared, where are angels with dirty faces, hot like a sauna, hell is round the corner, feed me. broken homes, christiansands, bad things, something in the way... Overcome it, you don't. Ny evil is strong. She said: "brand new, you're retro.", she makes me wanna die. It's a suffocated love. It's a contradictive struggling, tear out my eyes, wash my soul. Call me. it's just a bad dream. evolution, revolution, love. she's for real,feed me, your sex drive is what creates these lyrics of fury. Demise. You don't wanna, so give it to 'em, my head, i like the girls so... Your name, "ponderosa". me? they used to call me Tricky Kid.

Atraves do Tempo

Atraves do tempo Vimos passar por nós tudo aquilo que não volta!
Fica apenas o tempo para recordar… E aí parece que é o tempo que não passa nunca mais passa e apenas passa as Recordações e quando o tempo passa as recordações não…
E quando as recordações não passam e o tempo teima em não passar, a dor também não passa. Passa o momento a vivência fica
O sabor passa… fica o gosto
A marca desaparece… Mas fica marcado…
O olhar que não se vê mas que sempre o temos diante os olhos…
O puxar mecânico do cigarro… que não se acende mas se fuma até ao rótulo da marca sem nunca queimar a mortalha…

Confuso não? Reflecte

Acende um cigarro… Relaxa a tua mente como se fosses parvo!

Efects

Uma foto a um olho... Uns Efeitos de distorção feito por maquinas...
Umas cores anormais, uns riscos, umas gotas fingindo lágrimas! Gotas essas que na verdade são biónicas!

E agora pergunto:” Será que até já os seres Humanos são maquinas?!”
É que descobri que até já as pessoas conseguem modificar o seu olhar! O que disse anteriormente foi-me agora desmentido!
Será que o Olhar tem Razões que o coração não frequenta?
Será que as maquinas conseguem disfarçar um olhar nos também conseguimos?

Será que os olhos Mentem mesmo?

Penso que o que não deve mentir de certeza é o Coração!
Vou pedir ao “Criador” (seja lá Ele quem for) que Faça novos seres. Desta vez com uma pequena Janela no coração para onde nós possamos Espreitar e ver/sentir se ele realmente mente ou se o coração é o sentido mais puro e verdadeiro que temos!

Os olhos não mentem pois não? Seram apenas efeitos?

“Will you, Will you love me tomorrow? So Will You, Will you stay with me today? Will you, Will you be here tomorrow? So Will You, you remember yesterday?

…This Time… I’m sorry”

Um café por Favor

Entro no café, peço o habitual…Um café!
Fico ali, mesmo em pé, encostado ao balcão até o empregado me entregar aquilo que pedi.
Levo-me a mim e ao café para a mesa do fundo. A mesa mais recatada e mais isolada.
Entre pensamentos mórbidos e deprimentes, introduzo a colher no café. Com os olhos vidrados no líquido, vou mexendo calmamente, em movimentos circulares e apaziguadores.
Mexo o café no movimento contrário ao do habitual, como que se estivesse a minha “vida” a andar para trás. Algo estranho…
Lembro-me de tudo aquilo porque já passei… Imagens desfocadas surgem à desfilada, como que se de “flashes” se tratassem!
Já bastante saturado de mexer o café e dos pensamentos que assombram, elevo a chávena a minha boca, também num movimento calmo, como se fosse experimentar algo de novo… Algo que nunca tivesse feito antes.
Para meu espanto, na realidade o café tinha um sabor novo…Um sabor estranho e diferente. Estava muito amargo, tal como a minha vida naquele momento!
Ao mesmo tempo que sentia os pensamentos amargos, sentia também a amargura de um café. Até ele parecia estar conta mim ao dar-me “novidades” tão ásperas a seu respeito!
Ali, aquilo que pensei ser o meu melhor amigo, pois poderia com ele repartir sentimentos e amarguras, não aconteceu! Pensei que ele me podesse dar alguma da sua doçura a que estava já habituado!
Num gesto repentino e cheio de raiva, derramei todo o líquido, cuspindo da minha boca (com algum rancor) aquele líquido amargoso que me fez sentir péssimo…
Por coincidência, ou por ironia daquilo a que chamamos destino, aquele “café” fez-me tirar duas conclusões que se contradizem. Por um lado pode ter demonstrado que a minha”vida” não vai ser fácil e irá ter muitas amarguras. Mas por outro lado, pode ter-me dito que sem uma pitada de “açúcar” na vida não irei a lado nenhum.
Agora fico na incógnita de saber qual das duas conclusões ele me tentou dizer!
Pode ser que desta vez não me esqueça do “açúcar”



Um café por favor…

O Canto do poeta

No Canto do Poeta me sento...
Não sou nenhum Grande poeta, mas tento!
Chego a passar horas ao relento,
Esperando por ti... o que é um tormento!

Por vezes sinto que Rebento
Por dentro... De tanto sofrimento
Ou até quem sabe com algum descontentamento
Mas depois quando chegas tudo passa num momento!

Cabeça roda em circular movimento,
Coração passa a fase de congelamento...
"Divide-se" em um Fragmento
E a Vida retorna ao mesmo de sempre.... Sem alento

…Sou Lento…

" A Ruela"

Passo na Ruela e… Sinto o Frio
Um vento gelado escapa-se pelas estreitas e esguias paredes da rua. As fachadas dos prédios nus gritam e choram como que se aquele vento frio lhes corta-se em mil pedaços as suas empenas, e as vigas dos mesmos tivessem sido amputadas!
Sinto o frio, que em mim Humano, parece que me corta os ossos, entranhando-se pelos tornozelos, como que se de estilhaços se tratassem, impedindo-me de assim caminhar.
Resisto, e dou mais uns passos em frente, sempre cambaleando e contorcendo-me com dores.
Ao longe avisto uma porta. Para lá me encaminho, na tentativa de algum acolhimento e ajuda obter…Mas nada… Tudo se tranca as 7 chaves… como que se medo de mim tivessem!
Paro, escuto e olho! E reparo que tudo ao meu redor desaparece, ficando só eu na rua e os prédios velhos, e em mau estado, gemendo, gritando e esticando para mim os seus beirais em sinal de clemência… Mas eu nada posso fazer! Sou impotente e não tenho qualquer poder sobre aquele “Frio Tórrido” que nos consome (a mim a aquelas paredes nuas).
Incrédulo no que via, com medo e aterrorizado grito e tento fugir dali. Mas o chão polido da água que corre e do vento que sopra cada vez com mais força, faz-me cair. Mas o medo, o choro e a vontade de fugir dá-me forças para continuar.
Ao fundo da Ruela avisto uma densa e profunda neblina. Intrigado, nela entro e nela desapareço.